
Sinceramente, não sei por onde começar. A mistura deste post, contém indignação e a tentativa de que todos e todas possam enxergar além da Revista Veja – esta, que cega grande parte da nossa nação com suas matérias de exclusivo interesse burguês, utilizando da mídia, modelando a massa, e fazendo assim o que bem entende à população, com suas matérias persuasivas, segundo os interesses da Elite concentrada no Brasil.
Já contra-publiquei ainda neste ano sobre uma matéria do mês de abril que falava sobre as favelas em Ilha Bela e em locais no Litoral Norte. E desta vez, a coisa não é tão diferente, a difamação já é antiga, pois, só reciclam os preconceitos e republicam em outras imagens, constroem mitos e bastam serem lidos – e logo, “cridos”. Ora, quem questionaria uma Revista “tão séria” como a Veja, em nossa Nação?!
O CRESS – Conselho Regional de Serviço Social nesta última sexta-feira (28/08) realizou o I Encontro Estadual de Desenvolvimento Urbano e Direito à Cidade, com o tema: “O trabalho do Assistente Social na perspectiva do direito à cidade, desafios e estratégias”. Sem dúvidas, tais informações e todo o conhecimento produzido no encontro, significaram e fomentou reflexões intensivas à luz das transformações do trabalho na relação campo-cidade na contemporaneidade do capital.
O Prof. Dr. Nabil Bonduk (Fau-USP) apresentou dados de que apenas em SP, com uma demanda futura, será preciso 27 milhões de habitações até 2023. Ou seja, só habita quem existe! E quem existe, precisa “ocupar” um lugar.
O problema é que este lugar (espaço) é um “SOLO”. Logo, não temos tanto espaço assim. Melhor dizendo, quando o assunto é Propriedade Privada, tudo muda.
Na cidade, precisa-se de solo pra habitar, se locomover, ter saneamento, ter cultura, ter lazer…
Mas, também para plantar e, sobretudo sobreviver…
No campo não é diferente! Este mesmo espaço de terra, se torna mais uma mecanismo de exploração aqueles que não possuem chão. E estes “sem chão”, sobrevivem na salubridade, moram em condições precárias, trabalham, cuidam, plantam, colhem naquela terra – mas mal se alimentam daquilo que produzem.
Se lutar por moradia (direito reconhecido no artigo 5º e 6º da CF), assentamentos de terra, sobretudo numa busca de garanta à vida digna para esta população sem chão, sem perspectiva e sem razões de existência – pois quem não ocupa um espaço, não existe num lugar…
Meus parabéns ao MST! Pelos 25 anos (ver video aqui) de lutas constantes e norteadas apenas na busca de justiça, por um modelo de vida digna à população do campo. Pelo exemplo e persistência caracterizada como um movimento social que não apenas tem impactado, mas assentado seus objetivos…
Quem realmente desmata e quem danifica o solo? Se não os grandes latifundiários, pecuaristas, produtores (ou poluidores?) fazendeiros… Estes, realmente “invadem” a terra para obterem seus lucros egocêntricos.
A ONU publicou dados onde afirmavam que apenas 20% da população é responsável por 84% do consumo mundial.
A Terra é um direito da humanidade, um bem comum da vida. É preciso enxergar além da Revista Veja. Além dos SPAS e Flats que lá apresentam. Os restaurantes luxuosos não ofuscam que nesta mesma cidade, pessoas se alimentam do lixo! Que nesta mesma semana, uma ação da gestão da prefeitura de SP, a reintregação de posse ocorreu no Capão Redondo, desabrigando diversas famílias. Além disso, proibiu-se à doação de colchões e cobertores à pessoas em situação de rua…
Sobre o Senado? Ninguém tem nada a publicar?
Este é o Ano da França in Brazil?
7 de Setembro pretende-se “investir” mais de R$ 1 milhão para a segurança e hospedagem do Presidente da França, Nicolau Sarcozi assistir o desfile em São Paulo.
Enxergue além da Veja!