Deixando a noite

Como benefício secundário, praticar a solicitude silenciosa permite que durmamos menos e nos sintamos mais cheios de energia. A energia despendida na busca pela felicidade ilusória agora está disponível para ser concentrada no que de fato importa: amor, amizade e intimidade com Deus.

Estás a sós com o Só transporta-nos daquilo que John Henry Newman denominou conhecimento racional ou nocional para o conhecimento real. Aquele significa que conheço algo de forma que posso não saber determinada coisa, mas de qualquer forma, ajo com base nela. No silêncio solitário, ouvimos com grande atenção a voz que nos chama de “amados”. Deus se comunica com os níveis mais profundos de nossa alma, chegando ao ódio que sentimos por nós mesmos e a nossa vergonha, nosso narcisismo, e nos conduz através da noite para a luz de sua verdade.

Busquem o Senhor enquanto 
é possível achá-lo;
clamem por ele
enquanto está perto.
Isaías 55.6 

* Texto extraído do Livro “Meditações para Maltrapilhos”, de Brennan Manning – (Desfrutando as leituras de um presente que ganhei).

A Guerra Interior

SOBERBAAVAREZAIRAGULAINVEJAPREGUIÇALUXÚRIA

Constantes batalhas internas constituem diariamente a interminável guerra externa. Impactos visíveis! Ataques invisíveis que provocam estragos catastróficos. Explosões que destroem todo um cenário, ferem dimensões que transcendem aquilo que os olhos veem…

Existem mais sensações que alimentam as pulsações de um coração… Não necessita somente de batimentos, nem de recheadas doses egocentrismo para se sentir fortalecido…

A Guerra Interior (Switchfoot)

Mãos ao alto bem abertas
Mãos ao alto lado ao lado
Idade não importa tanto quanto
Raça nao importa tanto quanto
Lugar nao importa tanto quando a guerra interior
Deixe o bumbo bater uma vez
Expire, deixe sua mente comprimir
Olhos no teto
A procura do sentimento
Bem aberto deixe seus olhos brilharem
Sim, é onde a luta começa
Sim, debaixo da pele
Entre essas esperanças e onde estivemos
Toda luta nasce da guerra interior
- Refrão -
Eu sou a guerra interior
Eu sou a linha de batalha
Eu sou a maré alta
Eu sou a guerra que luto
Olhos bem abertos
Posso sentir uma rachadura na espinha
Posso sentir como algo muito íntimo.
Eu sou a guerra interior
Tenho a sensação de que estamos vivendo em numa ficção-científica.
Tenho a sensação de que nossas armas são fracas.
Não tem assassino como o orgulho
Nenhum assassino mata
Como o assassino que está por dentro.
Sim, este é o ar que respiramos
Sim, este é o sangue que nós sangramos
Abaixo destes sonhos e que temos visto
Nós somos os filhos intermediadores.
Ponha as mãos para cima abrir larga
Ponha as mãos para cima lado a lado
Idade não importa como
Raça, não importa como
Lugar, não importa como o que está dentro
Sim, cada pensamento ou ação
Sim, toda árvore ou semente
As grandes coisas vêm os pequenos sonhos
Todo mundo é feito por fazer crer

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“Para encerrar, lembro que Deus é forte e quer que vocês sejam fortes. Tomem tudo que o Senhor providenciou para vocês – armas eficazes, feitas com o melhor material. Vocês terão de usá-las para sobreviver as emboscadas do Diabo. Não se trata de um jogo com amigos nos fim de semana, uma diversão esquecida em poucas horas. É um estado de guerra permanente, uma luta de vida ou morte contra o Diabo e seus anjos…”  Efésios, 6.10-12

*Este vídeo não pertence oficialmente a musica da banda. No entanto, considerei a nota lateral de quem produziu o vídeo sobre a música. O texto na íntegra dizia assim:

*Side Note: I know there is a lot of sexual imagery in this video. My intention is not to advocate sexuality, rather the realization of the reality of the war within us. The war in our mind is not censored. So why should a portrayal of the war itself be?

My intent is to stress the gravity of our decisions in our internal wars and not blind ourselves to the explicit nature of lust, temptation, and desire to give in and surrender in war rather than fight.

Algo como:

* Nota lateral: Eu sei que há muitas imagens com conteúdo sexual neste vídeo. Minha intenção não é advogar a sexualidade, mas compreender a realidade da guerra dentro de nós. A guerra em nossa mente não é censurada. Então, por que um retrato da guerra em si, deveria ser?

Minha intenção é ressaltar a gravidade de nossas decisões em nossas guerras internas e não cegar-nos à natureza explícita da luxúria, tentação e desejo de desistir e se entregar na guerra, ao invés de lutarmos. (Tradução livre)

Ressurreição

Agora quero fazer um pergunta difícil, mas importante. Se vocês se tornaram cristãos crendo que Cristo está vivo, ressuscitado dos mortos, como podem alguns de vocês afirmar que não há ressurreição? Se não há ressurreição, Cristo não está vivo. Se Cristo não ressuscitou, tudo que ensinamos a vocês está errado, e vocês investiram a vida em ilusão. Além disso, se não há ressurreição, somos culpados de mentir a vocês sobre Deus, e tudo o que apresentamos como testemunho de que Deus ressuscitou Cristo não passa de engano.

Se os mortos não podem ressuscitar, então Cristo não ressuscitou, porque ele morreu de fato. E, se Cristo não ressuscitou, vocês continuam na escuridão, mais perdidos que nunca. Para quem morreu, é ainda pior, porque morreram esperando a ressurreição de Cristo. Se tudo que temos de Cristo serve apenas para alguns poucos anos de vida, coitados de nós. Mas a verdade é que Cristo ressuscitou, sendo o primeiro de muitos que voltarão à vida.

(Paulo na carta de I Coríntios, capítulo 15.12-20. Da Bíblia – A Mensagem)

Ressurreição

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Do esvaziamento da Cruz para o Preenchimento de Corações

Talvez a pergunta que de fato importa seja: pode o cristão – aliás deve o cristão – enfrentar a possibilidade de que em certas ocasiões não há nenhuma maneira cristã de sobreviver? Acreditamos no poder invencível do sofrimento redentor? Há suficientes mulheres e homens de fé profunda dispostos a trabalhar, a sofrer e a morrer em resistência espiritual diante das atitudes desumanas que estão agora no controle?
Felizmente, a cruz não é a palavra final que Deus falou ao seu povo. Nossa vida cristã olha para além do Calvário, para a ressurreição, e é a natureza humana do Cristo Ressurreto, completamente banhado pelo fulgor da divindade, que mostra como num espelho radiante, tudo aquilo para que somos chamados. O destino de nosso irmão Cristo é também o nosso destino. Se sofremos com ele, com ele também seremos glorificados. O padrão é sempre o mesmo. Alcançamos a vida somente por meio da morte, chegamos à luz somente pela escuridão, o grão de trigo precisa cair no chão e morrer. Jonas precisa ser enterrado no ventre do grande peixe.
“Quando você atravessar as águas,
eu estarei com você;
quando voce atravessar os rios,
eles não o encobrirão.
Quando voce andar através do fogo,
não se queimará; as não o deixarão em brasas.”
Isaías 43,2
(Extraído do Livro: Meditações para Maltrapilhos de Brennan Manning, página 104 – Ed Mundo Cristão)
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Mero Substituto?!

“A questão-chave da qual agora temos de tratar é esta: exatamente quem foi o nosso substituto? Quem tomou o nosso lugar, levou o nosso pecado, tornou-se a nossa maldição, sofreu a nossa penalidade, morreu a nossa morte? É certo que “Deus prova seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Essa seria a resposta simples, superficial. Mas quem foi esse Cristo? Como devemos pensar a respeito dele?

Foi ele apenas homem? Se assim for, como poderia um ser humano substituir a outros seres humanos? Então, foi ele apenas Deus, com a aparência de homem, mas na realidade não sendo o homem que aparentava? Se assim for, como poderia ele representar a humanidade? Além do mais, como poderia ele ter morrido? Nesse caso, devemos pensar em Cristo não como apenas homem nem como apenas Deus, mas antes, como o único Deus-homem que, por causa da sua pessoa singularmente constituída, foi singularmente qualificado para mediar entre Deus e o homem?”

John Stott, em A Cruz de Cristo.

Continua…

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1080 – mais um giro histórico para o skate

Tom Schaar, adolescente, 12 anos, muito skate no pé & na veia acaba de nos brindar com o que muitos skatistas e apreciadores do esporte sonhavam há algum tempo: Ele executou um 1080, que são três voltas completas no ar. 

A Red Bull contribuiu com a estrutura devida, desenvolvendo rampas que garantissem a velocidade necessária para que Tom concretizasse a manobra…

Parabéns Tom,

Momento histórico para o skate…

Contarei para minhas (futuras) crianças (um dia)… rsrs

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1/4 de um século são pedaços de 25 anos

Se estivesse em um piano, este seria o momento de tocar minha canção favorita… Estou teclando. Então, tentarei transformar os caracteres a seguir, em música. Pode ser que os ouvidos não ouçam. Nem tenho esta intenção. Há canções que só é possível escutar com o coração… E para tocá-las, não necessita de partitura, instrumentos ou curso de iniciação musical. Os dedos falam aquilo que enxergam os batimentos acelerados, ao sentirem o perfume do cheiro da vida passando pelos sonhos & pelo cotidiano. Pela memória que vejo no retrato, pelo desgaste da sola do sapato (leia-se, sapatênis).

Acordei pela manhã com 03 novas espinhas. Seria um presente querendo dizer pra mim mesmo que ainda sou adolescente? Pois não foi suficiente! Não me sinto mais adulto, nem menos juvenil. Aliás, definições geracionais e cronológicas nem sempre descrevem um estado de espírito…  Meu desejo? Ainda é ser como criança… (por favor, não confundam com “infantil”).

Os abraços, as palavras proferidas, as ligações, as mensagens e todas as intenções contidas – foram absorvidas e nutriram a alegria deste dia, que, unido ao sentimento de gratidão, acompanharam-me nestas primeiras horas do novo ciclo.
Agora, tenho um quarto de um século… 100/4 = pedaços de 25 anos.

Que bom saber que a vida não é cartesiana… Minha fórmula a compreende como uma dádiva, e, se não há dívida na Graça, resta viver totalmente amando…

Nestes tempos que pensamentos acompanharam as circunstâncias e os passos, pensei ao longo destes anos. Registrei algumas partituras em trechos de escritos… Compartilho:

Ontem, tinha medo de morrer. Hoje, morro de medo de não viver.

“Por vezes, é necessário despojar do que já se sabe, para aprender um pouco mais”.  (Cientificus Vinnícius – rsrsrs 2008)

Nem sempre serão as preferidas.
As músicas tocadas na orquestra da vida.
E o amor é só uma das melodias,
Que compõem esta grande sinfonia.
(Do poema, A Orquestra da Vida, 2007)

Sentimentos internos exteriorizam sensações… Descubra o (in)coberto… (2009 pensando sobre Deus)

Cada caos causa um caso! – (Inverno, 2008)

Por mais que se vá ao encontro de famosas atrações, nada, isenta o papel de protagonista do próprio espetáculo! – (VinnCircous 15/11/2009)

Ainda que insípidos, inodoros ou incolores, os momentos são os goles que satisfazem as sensações na caminhada. Sejam reais, ilusórios, imaginários, expectativos… Nutrientes verdadeiros para alimentar uma vida que parece Fantasia… Por ser Fantástica & de Poesia. Dezembro de 2008 (primeiros 19 minutos do dia, do final do ano da vida de um menino/garoto/moleque e homem de 21 anos)

O que fomenta a busca por justiça pode ser a indignação. Mas o que a torna sedenta é a vontade de saciar os sonhos… (Frase proferida na Colação de Grau – meio do ano, 2010)

Autonomia pra pintar a própria Tela. Poder Extrair de uma Aquarela… Inspirado por ninguém mais que ela… Sim! A vida é bela (Homenagem, despedida da pós-graduação 2011)

Ofuscante o semblante desta lua. Desnuda, semelhante a miopia que me impede elucidar embaçamentos. Por vezes, os óculos só servem para ver. (00h00 de março, neste ano)

Para além de eventualidades, Gosto dos processos… E eles seguem…

O trajeto indica… Eu? Figuro a caminhada…

Só não temo o acaso! Talvez porque sempre descri dele! Duas décadas e meia de vida, ensinam-me progressivamente o valor impagável da soberania que intensifica diariamente o desejo de amar todo o ser vivente…

Simplesmente porque vocês existem! Cada gesto de carinho, consideração e amor, seja via fone ou virtual, tiveram um significado real para este dia. 

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Sensacionalismo Sabático

Via três Marias que carregavam três crianças enquanto vinham. Elas usavam calças, mas parecia que nada tinham. Uma lembrava pele de cobra. A outra era total transparente. Enquanto a terceira, lembrava uma tigresa. Cabelos avermelhados, tons desbotados, semelhante à cor de água fervida quando esquento salsicha para fazer hot dog em casa.

Substâncias psicoativas era o assunto de um grupo que falava mais alto do que os meus novos fones de ouvido. Nem mesmo o som pesado que ouvia, foi capaz de tapar a sujeira que por aqueles era proferida.

Quanto tempo uma estrutura erguida sob colunas arenosas pode suportar a tempestade de idéias tão venenosas? Sorrateiramente, tapeiam risadas, ocupam as mesas da boemia e formulam discursos, recheiam assuntos absolutamente vazios…

Cheios de certezas, por vezes, acompanhados por duas ou, por que não, nove cervejas?

A maximização da adultice parece resultar em expressivas ações de infantilização das decisões da vida. Degradação real do processo que insistem ser natural…

Distancio-me das discrepâncias desconexas presenciadas diariamente…

Aprecio aos que resistem e optaram pelo afastamento de questões que martelam a mente…

Entre a colisão dos fundamentalismos e o esfolamento dos liberalismos. Aquém deste, e para além daquele, trilho no compasso de minha lanterna, pegadas reduzidas à velocidade de conta gotas. Tão importante quanto saber para onde vou é pontilhar o trajeto de como irei…

Elementar,

Tenho os elementos extraídos de um Livro que tem sido minha lanterna até aqui…

(últimos pretextos para textos dos dias finais desses 24 anos – Madrugada, 01:01)

Imagem

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Galeria de Quadros Reais

Quadros que não são de tela,

Vivenciados ao ar poluído.

Estragos vão além da janela,

Retratos de um mar diluído.

 

Traços descrevem a pintura,

Paisagens vêm à memória.

Braços carregam a gravura,

Passagens têm a história.

 

Sente o gosto, cada rosto,

Vontade de mudança expressa.

Tente o novo, não o imposto,

Reforma necessita com pressa.

 

Um garantido ateliê,

Deixa as obras restauradas.

Quem escreve, pinta ou vê,

Haja, nestas temporadas.

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A encruzilhada

“Não vivemos num mundo em que todas as estradas são raios de um círculo e, se seguidas por uma longa distância, se aproximarão gradativamente para se encontrarem no centro. Na verdade, vivemos num mundo em que toda estrada se bifurca em duas, para em seguida bifurcar-se daí a mais alguns passos (e cada uma delas, por sua vez, se bifurca em duas novamente). E cada encruzilhada exige que você tome uma nova decisão. Mesmo no nível biológico, a vida não é como um rio, mas se assemelha muito a uma árvore. A vida não se move em direção à unidade e, sim, para longe dela. E, à medida em que crescem em perfeição, as criaturas vão se afastando cada vez mais umas das outras. O bem, conforme amadurece, vai se tornando cada vez mais distinto não apenas do mal, mas também de outro bem”.

[CS Lewis, em O Grande Abismo].

Só há uma forma de reconhecer o percurso da vida, caminhando paralelo na trilha do Semelhante.

“Toda a lei se resume num só mandamento: Ame o seu próximo como a si mesmo”. (Gálatas 5:1)

Do contrário, até caminhamos, mas como zumbis. Seja no presente, passado ou futuro…

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