A miopia agravou um pouco. Foi necessário ajustar minhas lentes. Enquanto subia a rua e pelo fato de estar com os óculos novos, conseguia observar aquelas formigas trabalhando…
No meio da ladeira, uma inteira sensação resultou meus pensamentos a equacionarem que a estatura, o status (quo), o ego e os itens materiais que quantificam – não são somatórios em determinados modos de vida. Sim, “determinados”, porque escolhemos viver assim: apenas para personalizar nossas próprias satisfações. Parece redundante? Mas é um círculo não vicioso, embora seja completamente alienante.
Ilusória sensação de liberdade configura uma simultânea realidade e ofusca a Verdade.
Nesta tarde:
A grandeza das formigas me ensinou o quanto sou pequeno quando só penso em mim…
Bem… Está ficando tarde. É passada a hora de seguir! Vou indo…
O excedente de Rodas, parafusos, trucks e rolamentos guardados, geraram um skate velho e permitiram que fosse acrescentado em minha tarde, um momento, na qual pude dividir com um amigo, o privilégio de contemplar naqueles sorrisos em reforma, a alegria de descerem a rua com tantos skates. Contudo, o gesto de dar forma a estas peças, me ensinou semelhante à sensação de finalizar um quebra-cabeça, que a abstração de atitudes tão pequenas, podem se tornar grandes potências nas mãos – ou melhor, nos pés de quem sabe brincar…
Há alguns dias, observava cerca de 5 crianças que se divertiam descendo uma rua com um skate velho. Gosto pouco destes fenômenos! Aí, numa tarde de conversas com meu amigo Antonio, ouvia aquele ruído de rodas que me fez pensar: é aquela galerinha!
Descemos para garagem, peguei algumas chaves e começamos o desmanche. Tirávamos peças daqui, colocávamos ali. Desparafusava um, e apertava o outro. A adrenalina me tomava! Sensação ótima do coração acelerado! Ao montarmos, saímos de casa e fomos ao encontro daquela turminha. Como pretexto, pedi que testassem pra mim aquele skate e mais outro que havíamos levado. Logo, se apossaram dos carrinhos e começaram a descer a rua…
Eles brincavam alegremente com um skate bem velho. Quando perguntei a eles como haviam conseguido aquele skate, um garotinho respondeu: Meu avô que me trouxe! Então, dispensei maiores comentários. Talvez, não seria legal se as crianças vissem um carinha emocionado…
Preferi as emoções seguintes, quando contei que o motivo de procurá-los era na verdade, pra entregar aquele skate que acabáramos de montar. O singelo sorriso banguelo presente no semblante de uma criança tem uma capacidade incrível de provocar sensações que mexem com os olhos…
Se olhar por um tempo para o Sol, entenderá quanta semelhança há entre os dentes banguelos e os raios solares.
Já fui criticado por guardar e por me interessar por peças de skate. Jamais imaginei que coisas guardadas no fundo da garagem, poderiam se transformar em vida.
A minha oração? Deus, que aquelas crianças possam brincar (de skate e tantas outras coisas), aprender e que tenham oportunidades dignas que contribuam para seu crescimento.
Minha memória guarda aquele sorriso como se fosse uma medalha. Até hoje, percebo que foi minha melhor manobra na session da vida. Afinal, ela é como um grande role de skate:
Obstáculos são sempre os desafios a serem encarados – e com muita (Fé e) adrenalina, são superados!
Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno”.
Jesus, no Evangelho de São Mateus 5.37
Se for pra cortar, então que seja com a Espada:
Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.
Carta aos Hebreus, 4.12
Em visita imprevista, Embora saudável. A Pauta invista, Outrora, impensável.
Acnes expulsavam a vaidade. Sorrisos traziam a beleza Aprecio quando a verdade é o primeiro elemento à mesa.
A trindade se fazia presente, Lembrei ao colocar o 3 em 1 (Catchup, mostarda e maionese) na coxinha ainda quente Expressei o primeiro: Hum…
Saborosas bolinhas de queijo dedos avermelhados de Doritos Não disse o que rima com queijo Porque precisei lavar a mão.
Ao longo das luas, aprecio já da rua, o quanto sou fascinado pelo simples. Observava as mesas dos bares nas bordas daquela avenida lotada, e concluí que não trocaria pela prosa tecida acompanhada por aquela açucarada limonada.
Ocupar lugares é diferente de estar naquele momento…
Quão amargo é encher-se do vazio…
Semelhante ao molho de pimenta (que não ardia), pensei no temperamento de algumas pessoas que demonstram serem tão boas pimentas, mas na real (sobre)vivem distantes dos nutrientes vitalícios. Aparentam acidez, exteriorizam o estado apimentado (de nostalgia, felicidade instantânea e euforia), e na verdade, carecem reafirmar os valores do sabor da vida…
Há diversas receitas de vida insossa espalhadas por aí…
O tempeiro (caseiro) do molho de pimenta (que não ardia), compõe com salgados (e doritos) a linda noite (híbrida) que brindei com limonada!
“O cara mais underground Que eu conheço é o diabo Que no inferno toca cover Das canções celestiais Com sua banda formada Só por anjos decaídos A platéia pega fogo Quando rolam os festivais…”
(Zeca Baleiro, em Heavy Metal do Senhor )
Poderia escrever muita coisa sobre os textos que circularam com afrontas tão polêmicas (ou mesmo agressivas), relacionadas ao modo de vida que alguns cristãos se orientam (ou reproduzem) nas igrejas que frequentam…
Outro fenômeno “interessante” nesta semana, foi um vídeo tosco onde o Bispo de uma determinada igreja, ataca o Apóstolo de uma outra, ou melhor pior, ele o faz durante um ato de exorcismo, na qual o “espírito maligno”, põe as “cartas sobre a mesa”.
Não é ironia… É vergonha mesmo!
De um lado, a discrepância entre as produções teológicas e o cotidiano da vida como ela é.
Do outro, as fantasias, fábulas e contos da carochinha do neopentecostalismo vazio – que enoja e adoece multidões em nossos dias, contaminando a fé das pessoas e conduzindo-as para um caminho ilusório e surreal, comparado ao que entendo por seguir Jesus…
É verdade que o próprio Jesus disse que na casa de seu Pai existem muitas moradas – João 14.2
No entanto, é o mesmo Jesus que afirma ser o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém encontra o Pai, se não for por meio dele. - João 14.6
Logo, o caminho é estreito! Não é tão largo quanto um sambódromo ou ainda, tão glamuroso quanto uma passarela da São Paulo Fashion Week – mesmo algumas pessoas associando seus “cultos e eventos” desta forma, nas igrejas por aí…
Acho que a música a seguir, descreve com propriedade o que sinto quanto presencio certas cenas e “certos” (ou seria errados?) “profetas”.
Deus nos livre de uma espiritualidade que aceita qualquer barulho, absorve qualquer bagulho e, mesmo parecendo cheia (afinal de contas, possui um belo discurso, as palavras chave para aprovarem suas teses e as pautas da moda nas reuniões mais “cabeças”) – é na verdade, insossa, oca e simplória…
“Miserável, digna de compaixão, pobre, cega e está nua” - Apocalipse 3. 14-21
Hoje, passei a noite ao lado de um casal, da qual possuo imensa admiração. Especialmente, pela pessoa da noiva, que me conhece desde pequeno, encapou meus cadernos e tudo mais…
Faltam menos de 10 dias para a cerimônia. Fiquei desmesuradamente honrado pelos noivos confiarem todo o set list de sua festa de casamento ao meu singelo paladar musical…
A sensação de presenciar cada momento de alegria daquelas duas pessoas tem contagiado minha vida, meus dias, minha semana… Com isso, tem fortalecido algumas convicções e vem (re)direcionando meus pensamentos sobre muitas questões. Sobretudo, no que diz respeito ao Amor e suas ações e intenções.
Não poderia ir dormir sem me alimentar do texto de I Coríntios 13. Sei que é um texto conhecido por muitos, sejam cristãos ou não. E mesmo assim, muitas vezes é visto (até mesmo por cristãos) apenas como uma linda poesia. Mero equívoco! Muito mais que um poema, é realmente uma passagem desafiadora…
Nas escrituras, Paulo traz uma concepção de amor[i] muito diferente do tipo de “amor” pelo qual a cidade de Corinto era famosa. Acima de Corinto, no morro de Acrópolis ficava o templo de Afrodite, que era a deusa do amor. Sacerdotisas trabalhavam no templo em tempo integral, supostamente “purificando” os homens do pecado por meio das orgias e atos sexuais…
De fato, era desafiador amar a luz do ensinamento do Apóstolo Paulo, que apresenta no texto, posições radicalmente contrárias entre o amar em Cristo e o “amor” de Afrodite.
Sobre qual amor amamos?
Se for sob a égide da deusa Afrodite, entenderei. Até porque a lógica ocidental segue essa via. É sinal de fraqueza amar uma única pessoa. O homem que assim o faz, parece ser cafona. Os comerciais de cerveja, os reality shows e as músicas estão aí pra comprovar.
Valores como: Confiança, Fidelidade, Perdão e Arrependimento, são virtudes esquecidas – ou completamente desacreditadas em nossos dias. Importa como “Eu me sinta, o que Eu pense, e dane-se o outro” – reflexo de um super ego ou de passos que caminham distantes do caminho da cruz?
Agora, se a decisão é seguir sob a perspectiva bíblica, bem vind@! Estamos na contracorrente, inseridos em condição de contracultura. E assim como a carta de Paulo teve seu significado para os cristãos daquela época, ressalto que a passagem de I Coríntios 13 é mais que um poema: seu conteúdo representa um legado de fé, e com certeza, a maior prova de fogo – e também de amor que possa existir.
Finalizo reproduzindo a seguir a passagem de I Coríntios 13.1-7 (da Bíblia A Mensagem)
“Se eu falar com eloqüência humana e com êxtase própria dos anjos e não tiver amor, não passarei do rangido de uma porta enferrujada.
Se eu pregar a Palavra de Deus com poder, revelando todos os mistérios e deixando tudo claro como o dia, ou se eu tiver fé para dizer a uma montanha: “Pule!” e ela pular e não tiver amor, não serei nada.
Se eu der tudo que tenho aos pobres e ainda for para a fogueira como mártir, mas não tiver amor, não cheguei a lugar algum. Assim, não importa o que eu diga, no que eu creia ou o que eu faça: sem amor, estou falido.
O amor nunca desiste.
O amor se preocupa mais com os outros que consigo mesmo.
O amor não quer o que não tem.
O amor não é esnobe,
Não tem a mente soberba,
Não se impõe sobre os outros,
Não age na base do “eu primeiro”,
Não perde as estribeiras,
Não contabiliza os pecados dos outros,
Não festeja quando os outros rastejam,
Tem prazer no desabrochar da verdade,
Tolera qualquer coisa,
Confia sempre em Deus,
Sempre procura o melhor,
Nunca olha pra trás,
Mas prossegue até o fim.
* Compartilho também este som, do Bola de Neve…
Aos noivos, Adriana e César
[i] Baseado no amor ágape, na unidade da igreja, no Ser e glorificar a Deus por amor como um corpo, no sofrer por amor a causa de Cristo. No entanto, não teria condições de explorar a idéia neste post. Teremos próximos…
A sinceridade do coração é capaz de provocar explosões inimagináveis!
Qualquer estouro incomoda as proximidades. Não seria diferente…
“Parece que pareço incomodar”.
Efeito borboleta, ampulheta ou ioiô?
Seja deles qual for…
Grato estou!
E sempre estarei…
A vida é única e optei fazer dela lúdica!
Hoje disse que não é tempo da poesia…
Caros, eu não caí. Senhor, eis me aqui…
Acontece que a caminhada figurada é inata!
Independe de sensações, optei pela simplicidade de admitir as fraquezas…
Há semblantes acinzentados, e mesmo com roupas coloridas,
Têm suas doses de (in)certezas…
Ora, se vejo mortos que vivem,
Por que não haveria os “felizes tristes”?
“Não quero faca, nem queijo. Quero a fome”. – Diria uma das minhas poetizas favoritas.
Desse modo, dedico aos poucos de tamanha preciosidade:
Não há preço que pague aquilo que tanto valem…
Pode algo implodir duma velha-nova amizade?
Tombos… Tropeços… Desequilíbrios…
Quem anda de skate sabe bem o que é isso!
A serpente tentara me convencer com sua sofisma:
Desista! Descreia! Despreze! Deseje…
Respondi: Sigo aquele que tudo passou…
Sentiu! Sofreu! Suportou! E venceu!
Conheço quem me consola…
Melhor os passos lentos, na trilha estreita, de fardo leve;
Do que aceitar seus manjares, seu guizo e seu barulho.
Afinal de contas, o maior motivo da Queda, foi o orgulho[i]!
Que o momento implosivo provoque mudanças internas, para que quando explodirem, contagiem as dimensões externas.
Aviso: O presente é como um campo minado, lotado de dinamites e contém uma bomba relógio. Certifique-se do que almeja… Antes que seja… Booooooooooooooooooooom!!!
[i] “Primeiro vem o orgulho; depois, a queda quanto maior é o ego, maior é o tombo”.
(Provérbios 16.18 – A Mensagem)
Eu bem que tentei… E, venho tentando…
Mas (ainda) não consegui ir ao show do U2.
Desisti cedo! Tentei o primeiro e o segundo lote.
Hoje, tentaria o terceiro lote para ver a turnê 360º…
Lembrei que era época de amigo secreto, quando solicitei por obséquio, claro, um singelo par de ingressos para assistir ao show do U2. Mesmo assim, uma amiga me consolou com uma edição especial do CD “No Line On The Horizon” e de quebra, um DVD com com canções da década de 80.
Gosto muito das faixas do CD que fui presenteado. “Magnificent” é a favorita. Já postei a música aqui
Contudo, vale um destaque para a canção Stand Up Comedy. Encontrei o video na internet, que contém a legenda em português e os preparativos do palco, da turnê U2 360º.
O trecho:
“I can stand up for hope, faith, love. But while I´m getting over certainty, Stop helping God across the road like a little old lady”
Eu posso erguer-me pela esperança, fé, amor. Mas enquanto estou ficando mais seguro, Pare de ajudar Deus pela rua como uma velhinha”.
. Foi suficiente para que eu escutasse insistentemente a mesma faixa, por um longo período.
Outra, bastante pertinente para refletir é:
“I gotta stand up to ego but my ego´s not really the enemy
Eu tenho que enfrentar o ego, mas meu ego não é realmente o inimigo”
Concordo com Bono.
O enfrentamento do ego é necessário, mas parece precário o reconhecimento de que o ego não é o real inimigo.
. Tenho a sensação que as pessoas agem assim:
Patética ética atlética da lógica estética sustenta exteriorizar na racionalidade aquilo que é sentido, mesmo justificado ao avesso!
Me parece que a muita flexibilidade, o pluralismo exacerbado e o “tudo pode”, caminham para um certo esfolamento, onde não há concretude. Trazendo uma sensação de jamais por os pés no chão.
Encerro com as recomendações de Jesus:
“Não resistam o maligno, mas se alguém oferecer a face…” (Mateus 5.38-39)
Talvez para alguns, a ideia de “inimigo” não passe da poesia contida na letra da música do U2.
Talvez para outros, as palavras de Jesus não façam sentido. Ouvi repetidas vezes isso, durante a semana. E essa ideia de mal possa estar ligado a sei lá o quê… (por que eu deveria tentar entender as coisas que não se vêem?!)
Outros ainda, talvez entendam a vida como um grande parque de diversões, ou porquê não, como uma comédia Stand Up?
Quem me conhece bem, sabe o quanto resisti até aceitar que armações passassem a integrar o meu rosto. Primeiro, a preocupação era estética. Era só o que faltava: se não bastasse a face oleosa que tenho e os acnes invencíveis, pois não são expelidos com nenhuma das duzentas pomadas e remédios que a médica já prescrevera, nunca imaginei inserir um novo objeto na expressão facial. Jamais pensei que seria tão dependente dos meus óculos. Hoje, durmo com eles nas leituras noturnas, cochilo nas silenciosas reflexões da tarde e os procuro rapidamente nas manhãs…
Obrigado pelo incentivo (broncas e exortações para que eu fizesse novamente o exame).
Mesmo aderindo aos óculos, seja o modelo um tanto esdrúxulo ou o azul quadriculado, admito que há tempos, não olhava o mundo da maneira que tenho enxergado nesses dias. Teria as lágrimas um efeito semelhante ao do colírio, sendo responsáveis pela limpeza, purificação da visão e da amplitude da ótica?
Acompanhar uma pessoa idosa, com muita dificuldade de mobilidade, a uma Clínica de Olhos durante a tarde, colocou-me numa condição de achar em muitos momentos, que o grau usado em minhas lentes parecia estar vencido…
A forma que ela olhava o mundo pela janela entreaberta dos vidros insufilmados daquela Kombi, interrompeu o movimento de minhas pálpebras por minutos…
Após exclamar que não saía de casa há mais de três anos;
que não conhecia um Shopping Center;
e que sua última viagem à praia fora há quase cinqüenta anos atrás…
Fiquei cego! Ou pelo menos, sem ver mais nada no trajeto!
A primeira imagem que visualizei quando chegamos ao local, foi dos pés inchados, feridos e imolados daquela senhora. Depois do esforço pra desembarcá-la do veículo, estendi uma das mãos tentando impedir o fluxo de carros por alguns minutos. Sim, pois a lentidão da travessia provocou trânsito, determinado stress nos condutores e claro, em seguida, muitas buzinadas, que reduziam quando “viam” aquela pessoa inchada com sua bengala.
Embora possua Carteira de Habilitação, nunca havia conduzido uma pessoa numa cadeira de rodas. Via os corredores do hospital por outro ângulo. Cada quina, valeta, papel era um obstáculo, só notava quando a cadeira enguiçava. Existem obstáculos que não se vêem… (Efésios 6.12)
A consulta ocorreu no departamento de oftalmologia. Foi notável o olhar da médica enquanto atendia à senhora. Talvez seu cheiro de roupas mofadas não tivesse compatibilidade com a fragrância do perfume importado o que gerou choque e uma expressão um tanto daltônica da parte da doutora. De repente, o lápis no olho, a maquiagem da sexta feira e as três vezes que mexeu no celular, a impediu de visualizar os pés (inchados, feridos e imolados) de sua paciente. Afinal de contas, se eu dissesse isso a ela, poderia ouvir que sua especialidade é olhos, e não pés. Não é mesmo?!
Ao sair do Hospital, tirei os óculos, esfreguei os olhos, pedi Àquele que tudo vê, que me permitisse enxergar sempre sob esta ótica…
Logo após, fui dialogar sobre coisas que os olhos não vêem. Nestes dias, especialmente, tenho visto gente morta diariamente. Algumas, tão cheias de conhecimento, tão interessantes, mas mortas…
Agradeço pela humildade dos ouvidos cedidos que corresponderam com experiências semelhantes sobre assuntos que os olhos não conseguem visualizar.
Para alguns, esses papos são fora de moda. Não convém ou é mera loucura. Concordo, com o termo loucura… (I Coríntios 1.27)
Via no metrô pessoas com deficiência visual. Não é disso que me refiro. Difícil, foi enxergar cegos que possuem visão, mas não enxergam…
Olhares rancorosos se trocavam. Olhares maliciosos se cruzavam. Olhares cansados pensavam com a cabeça inclinada na janela do ônibus. Olhares liam o livro. Um olhar lia a Bíblia. Um outro olhar não parava de me encarar…
É necessário meditar de vista fechada pra enxergar o que os olhos não vêem.